sábado, 2 de setembro de 2017

70 anos

70 anos da Constituição Apostólica
(O artigo é uma reflexão para aprofundarmos na análise
 baseada nos documentos).

Os Institutos Seculares de Vida Consagrada celebram com alegria sua  marca na história, os 70 anos da oficialização do Documento “Provida Mater Ecclesia.”

 Em 2 de fevereiro de 1947, o Papa Pio XII fazia valer sua Constituição Apostólica Provida  Mater  Ecclesia. Esse documento é a base jurídica pela qual a Igreja reconhece, ao lado das Ordens Religiosas tradicionais, a “Vida Consagrada Secular”,  pois a partir daí os Institutos Seculares ganham um espaço reconhecido pela Igreja.
 Nas palavras de São João Paulo IIos membros dos Institutos Seculares encontram-se, por vocação e missão, no ponto de encruzilhada entre a iniciativa de Deus e a expectativa das criaturas: a iniciativa de Deus - que eles levam ao mundo através do amor e da íntima união a Cristo; a expectativa das criaturas – que seus membros compartilham a condição quotidiana e secular dos seus semelhantes, assumindo as contradições e as esperanças de cada ser humano, sobretudo dos mais frágeis e sofredores”.
 Os Institutos Seculares são “o sinal de uma Igreja amiga dos homens, capaz de oferecer consolação a diversos tipos de aflição, pronta a sustentar todo o verdadeiro progresso da convivência humana, mas ao mesmo tempo, intransigente contra qualquer opção de morte, violência, falsidade e injustiça”.
O Papa Pio XII reconhecia o valor dos Institutos, por isso assinou essa Constituição Apostólica, na qual afirma: “Os mais antigos desses Institutos deram provas de seu valor; mostraram, por obras e fatos que, graças à escolha prudente e severa dos membros, a uma formação cuidadosa e demorada, a uma regra de vida adequada, firme e maleável, por um chamado especial de Deus e com sua graça pode-se fazer, mesmo em meio ao mundo, uma consagração de si ao Senhor, estrita e eficaz, não só interior, mas também exterior e quase religiosa, tornando-se assim utilíssimo instrumento de presença e apostolado(10).

Os Institutos Seculares
CONSAGRAÇÃO SECULAR = Secularidade CONSAGRADA
A Identidade dos Institutos Seculares se exprime em três palavras:
Secularidade, Consagração e Apostolado

As três dimensões da vocação.

Os Institutos Seculares são uma forma de vida consagrada suscitada pela força do Espírito Santo que sempre rejuvenesce a Igreja e inspira novos empreendimentos para novas realidades.
Os membros dos I.S. são grupos de pessoas que, conservando a sua identidade laical, procuram viver plenamente a sua consagração batismal, consagram-se a Deus e ao seu Reino, comprometendo-se em viver os Conselhos Evangélicos no meio do mundo.
A consagração se expressa pela profissão dos conselhos evangélicos e é consequência da radical opção pelo seguimento a Jesus Cristo que durante sua vida terrena teve Deus como único amor (= castidade); Deus foi seu único bem (= pobreza); e o fiel cumprimento da vontade do Pai foi a única vontade (= obediência). Vivendo os valores do Evangelho, fiéis a Cristo, sendo presença de Igreja no mundo em qualquer exercício profissional digno como meio de sobrevivência e como espaço da missão e testemunho do Reino celeste.
O Papa Paulo VI (26/09/70) afirmou:
 “Pertenceis à Igreja a título especial, o vosso título de secularidade consagrada.”
Fundamentação
Os Institutos Seculares se fundamentam nos documentos do magistério da igreja:
  • O Papa Pio XII e a Constituição Apostólica “Provida Mater Ecclesia” (1947).
  • O Motu Próprio “Primo Feliciter” (1948).
  • Código do Direito Canônico (cânones 710-739).
  • Instrução “Cum Sanctíssimus” – Concílio Vaticano II.
  • Discursos dos Papas Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI.
  • “Perfectae Caritatis” (n.º 11) – Concílio Vaticano II.
  • Exortação Apostólica “Vita Consecrata” (n.º 10).

Organização
Os Institutos Seculares são organizados em Conferências de nível:
Mundial – CMIS (Conferência Mundial dos Institutos Seculares);
Continental – CISAL (Conferência dos Institutos Seculares da América Latina);
Nacional – CNIS  (Conferência Nacional dos Institutos Seculares); e
Regionais – CRIS (Conferência Regional dos Institutos Seculares).
Iria Urnau
Pedagoga,
 Membro e Coordenadora do Instituto Secular São Francisco de Sales.

Fone: (51) 98456-6271

Hedy partiu para a eternidade

Dia 06/07/2017
Nós todos ficamos abalados pela partida de nossa coirmã e amiga Hedy.
Com ela que começou tudo do nosso Instituto aqui no Brasil. Devemos muita gratidão a esta mulher corajosa, batalhadora.
Sabemos que em nossa vida muitos projetos e sonhos se realizam,
outros não. Com ela não foi diferente. Viveu pobre acolhendo os pobres a ponto de dar tudo se fosse necessário. Amava as crianças e muito bem fez nesta vida.
Que Deus a tenha em sua bondade e misericórdia e seja louvado por ela
ter existido. Estaremos unidos em preces, seguindo nossa jornada com a memória dela.
Margarida Hanauer

Quanto ao histórico:
Todos sabem do trabalho de Hedy, especialmente do início do Instituto
no Brasil, a formação e preocupação com os membros. Falei disto ao final
da Missa de encomendação: seus trabalhos pastorais, de assistência às
crianças, idosos e famílias.
Em Palmeira das Missões, Hedy iniciou sua jornada de consagrada, num Lar de Idosos e ali encerrou a mesma, partindo para a eternidade.
A enfermidade drástica que a levou ao hospital com muitas dores durou
quatro dias. Tudo fizeram para reverter o quadro agudo da doença, mas
Deus a quis levar para junto de si.
Eu, Zenaide Perin, posso dizer: comecei com ela minha vida no Instituto
SFS e no último dia e na hora de sua partida, estive ao seu lado em
Palmeira. Emocionada
, agradeço a Deus por esta graça, por esta união nas
horas de dor e também de gratidão. Em nome do Instituto, agradeço a Deus por todos que participaram desta caminhada, pelos que acompanharam sua despedida final e por todo bem que Hedy fez.

Zenaide Perin

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Reflexões de nosso Retiro

Nosso Retiro foi enriquecido  pelo texto da Santa Caridade, explanado pelo Pe. Nildo


As inspirações de S. Francisco de Sales


No livro TAD,

a vida vivida na simplicidade e unida

  a Deus,  ele a chama ”A Santa Caridade”.

 

Lá na aldeia, onde os olhos da multidão não alcançam, encontrei uma simples senhora.
Ela ama a Deus e, por amor a Ele, ama tudo o que existe, todo dia, a toda hora.
É uma aldeia pequenina, envolvida pela beleza do campo, com as alegrias e os prantos de um cotidiano sem alarmes. E a humilde senhora é assim também. Como ela nunca vi ninguém.
De longe se vê fumaça na chaminé, de perto se vê a ternura no seu olhar. É simples e meiga no falar, rápida e nobre no agir. No fogão uma chaleira, no coração o desejo de só amar.
Não se esquece de pensar em Deus a cada quarto de hora. É tão tranqüila sua devoção, valente sua fé. Sua imagem em mim demora, é igual a um retrato de como ser o que Deus quer.
Ela cuida de sua casa como se cuida de um palácio. Trata a cada um como se fosse um rei. É delicada com as plantas, com os bichos que tem. Um pouco para quem chega, sempre ela tem.
Pobre e humilde, alegre e vivaz, de nada murmura, de ninguém desfaz. Cedo se levanta, quando anoitece já vai deitar-se: sabe que Deus nunca a esquece, que Ele é amor e serena paz.
Quando reza parece uma só com o seu Senhor. Não dá para dizer se mais ama ou se mais é amada. Sempre que a vi falar com Deus era como uma alma totalmente apaixonada.
Mira a pequenina cruz que no quarto tem e parece estar cursando alguma ciência sem par. É dali que ela me disse aprender o infinitivo infinito do verbo amar.
Toca o sino da capela, de casa ela sai com um ramalhete de flores do seu jardim. E põe no sacrário das mãos das crianças que encontra, deixando uma para a igreja, de cor jasmim.
Ela voa com os pés no chão às alturas do amor celeste para abraçar seu amado amante. E se extasia de amor saindo de si mesma para unir-se a Ele onde Ele quer estar, a cada instante.
Parece uma escada os dias de sua vida. Ela aproveita todas as ocasiões para amar o seu Senhor. Medita e contempla as palavras Dele como quem mastiga e sorve esplêndido sabor.
Quando a alma experimenta aquele amargo néctar da dor e da solidão, ela simplesmente O ama, abandonando-se à sua bondade de um jeito que desconcerta e me inflama o coração.
Uma mulher santa da aldeia, uma de minhas boas amigas, de vida admirável e grande mansidão. É dela que falo, foi ela que me impressionou com a profundidade de sua devoção.
Eu quero chamá-la de Caridade, porque seu amor é ativo, eficaz e fervoroso. É feito de obras, cheias de doçura, como são os favos de mel no inverno rigoroso.
E quero que sejas parecido com ela, que faças o mesmo caminho e tenhas a mesma lida. Porque a vida da Santa Caridade, a humilde senhora da aldeia, foi o grande sermão da minha vida.

(Tratar-se-ia da biografia que São Francisco de Sales escreveria sobre a senhora Pernette Boutey, de La Roche-sur-Fioron. Ele conheceu em uma de suas primeiras visitas como bispo. Tornou-se, onze anos depois, o Tratado do Amor de Deus. Escrevi esta vida nestas simples frases, inspirado  no que fala São Francisco de Sales em seu Tratado).

sábado, 28 de janeiro de 2017

Retiro

Esta será uma semana importante para nosso Instituto Secular, o Retiro anual do Grupo do Brasil.
No Retiro deste ano, refletiremos sobre as Constituições e o Tratado do Amor de Deus, escrito por nosso Padroeiro SFS.
Com alegria celebraremos também o 5º Voto de duas colegas. Também 5 novas candidatas serão acolhidas ao Noviciado.


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Hoje Dia do nosso Padroeiro SFS






São Francisco de Sales - 24 de janeiro 


Bispo e Doutor da Igreja, grande humanista, pregador e conhecedor da vida espiritual, que a muitos fascinava. Padroeiro dos jornalistas católicos e da Imprensa, amigo dos pecadores e pobres. Grande zelo pelas coisas de Deus, heróicas virtudes: paciência, humildade e doçura. Sede do infinito nos seus escritos. 
Rezemos com ele:




Francisco ofereceu seu coração a Maria.

Enterrado em Annecy, no Mosteiro da Visitação seu coração se conservou em Lyon. 

Após a Revolução Francesa o coração passou a ficar no Mosteiro de Santa Maria em Treviso.