terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Dia do Santo Padroeiro SFS

 


São Francisco de Sales

 Dia 24 de janeiro - a solenidade do Grande Santo.

O Santo Bispo e Doutor da Igreja, exemplo para todo o povo católico, é o padroeiro dos jornalistas.

São Francisco de Sales, com seus escritos, se tornou um guia espiritual de vida cristã, principalmente da vida consagrada, em especial para a Ordem da Visitação de Santa Maria (que ele mesmo fundou) e para toda a família salesiana baseada em sua doutrina.

 

São Francisco de Sales

 Para nós hoje, um exemplo de vida cristã. Ele dizia: “Somos o que somos diante de Deus e nada mais. E “Não perca a oportunidade de fazer o bem.”

Para a Ordem da Visitação de Santa Maria, SFS é Pai e Fundador. As demais ordens de vida Consagrada como as Irmãs Oblatas, os Oblatos, o Instituto Secular e toda grande família salesiana incluindo as Associadas, se inspiram na espiritualidade do Santo Padroeiro.

“O que cresce não faz barulho, é a graça de Deus”(SFS). Sejamos sinais da presença de Deus no mundo de hoje. “Seja o que você é, e seja com Santidade”(SFS).

Assim, fazemos um convite:

Considere consagrar-se nos Institutos de Vida Consagrada, para o louvor e a glória de Deus, do Coração de Jesus e para o bem da Santa Igreja de Jesus Cristo.

domingo, 3 de dezembro de 2023

Advento - Reflexão

 

V+J    -    Reflexão do Advento 2023

“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus. 2 Ela existia, no princípio junto de Deus. 3 Tudo foi feito por meio dela, e sem ela nada foi feito, de tudo que existe. 4 Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5 A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.  (Jo 1,1-5)

“No Advento, esperamos um acontecimento que se insere na história e, ao mesmo tempo, a transcende.” Papa João Paulo II

A palavra “advento” é de origem latina e significa “chegada”, “aproximação”, “vinda”.

 A pergunta: o quem vem no Advento?

É o Deus que se revela em forma de criança, assumindo a humanidade, salvando-a.

O advento é o início de um novo tempo na vida litúrgica da Igreja do Senhor Jesus. Ele é permeado de muita alegria e amor, porque ele aponta para o Santo Natal, para o nascimento de Jesus Cristo na realidade humana. “E a Palavra se fez carne e veio morar entre nós” (Jo 1,14

A espiritualidade do Advento também é marcada por algumas atitudes básicas: a preparação para receber o Cristo, a oração e a vivência da esperança cristã. A preparação para receber o Senhor, na fé e na vivência comunitária da conversão.

O Advento não é reduzido apenas ao tempo de preparação para a festa de Natal. Ele se estende, e é a chave de todo o ano litúrgico: a escatologia é a Verdade vivida em todo o ano litúrgico. Os textos litúrgicos do Advento não expressam apenas a expectativa de um nascimento já ocorrido na história de uma vez por todas, mas sim, a expectativa da vinda definitiva de Cristo em sua glória.

O tempo dAdvento é um tempo propício para animar a virtude da esperança, com a consciência de que somente Deus é o Salvador do mundo e que n’Ele reside o sentido de toda a existência. A virtude da esperança, suscitada pela vinda de Cristo, encontra no tempo do Advento um complemento necessário: a vigilância.

Deus ao criar a  humanidade tinha uma proposta para o ser humano: fazer a Sua vontade, incluindo o chamado que Ele nos faz, e que é acompanhado de geração em gerações no seu cumprimento,  até numa manjedoura  na cidade de Belém .

 O Advento precisa ser vivido na fé, principalmente, com abertura à esperança. Nutrir a esperança é a primeira tarefa do ano litúrgico. A esperança é exatamente esta: “Emanuel" Deus Conosco. Sair da precariedade em que se encontra para entrar um dia na condição de beatitude em Deus. “Só a esperança na vida eterna nos torna devidamente cristãos.” (Santo Agostinho)

"Deus faz tudo por nós, e quer que façamos tudo, uns pelos outros. ” SFS

A todos os leitores, desejo uma boa preparação de Advento para um Feliz e Santo Natal do Senhor Jesus.  Para que a Boa notícia que os anjos trazem na noite de Natal seja a luz, força e a alegria ao longo caminho de todo ano de 2024.

Cordialmente, Iria Urnau.

domingo, 8 de outubro de 2023

Mês do Rosário – mês missionário

 

Reflexão:

Festa de Nossa Senhora do Rosário: o povo Cristão, pela fé em Deus e em Nossa Senhora, na reza do Santo Rosário venceu a batalha naval de Lepanto.

 Hoje, depois de 2 mil anos, temos a mesma batalha, mas "batalha invisível". Na firmeza da nossa fé, nas fraquezas humanas, eis a graça e força da oração do santo Rosário.

Com o mesmo vigor rezamos hoje:  "A minha alma engrandece o Senhor (...). Doravante TODAS AS GERAÇÕES me chamarão bem-aventurada (...). Depôs poderosos de seus tronos e aos humildes exaltou" (cf. Lc 1,46ss).

Deus confirma seu poder na humildade e fé de uma "simples mulher"... que soube dizer “eis aqui a serva do Senhor”; simples mulher que foi fiel a Deus até na cruz de seu Filho. Por isso, concluída sua jornada terrestre, é a primeira a receber, e antecipadamente, a graça da ressureição.

Dobramos os joelhos e imploramos a Maria mãe de Deus e nossa Mãe, que derrame as bênçãos do céu sobre a “Terra de Santa Cruz”, nosso Brasil, e todo o mundo. Nós, seus filhos, que nas nossas batalhas cultivamos a fé que recebemos no batismo, como discípulos e missionários do seu filho Jesus.  O consolo por ter feito o bem a alguém, por ter sido justo, por ter sido bom cristão em atitudes e obras.

 Neste ponto de vista Francisco de Sales dedicou, no livro “Tratado do Amor de Deus”, uma reflexão detalhada sobre a oração. A oração é, também, o grande caminho para um mais íntimo amor a Deus e a Jesus Cristo, para a superação de tudo que é fraco e todo o luxo na pessoa humana; e para o sempre faz mais firme o seguimento de Cristo.

 

domingo, 1 de outubro de 2023

Mês da Palavra de Deus

 


Bíblia livro – proclamada: 

‘O verbo se torna vida’

        “Desconhecer a Escritura é desconhecer Cristo.” (São Jerônimo)

Tenham diariamente nas mãos a Sagrada Escritura, a fim de aguerrir o conhecimento de Cristo.” (Santo Ambrósio)

Estudando a Carta de Efésios neste mês da Bíblia, primeiro, procura explicitar a temática central da carta, que é a unidade do corpo de Cristo para, em segundo lugar, refletir sobre o lema: “vestir-se da nova humanidade!” (cf. Ef 4,24).

A Carta aos Efésios foi escrita no primeiro século, início do Cristianismo. Contém a Revelação do mistério de Deus em Cristo como fundamento da redenção do corpo eclesial. Uma forte motivação de vida nova após o Batismo, na adesão a Cristo.

Porém, no desenvolvimento no conteúdo assemelha-se às homilias batismais e às Catequeses aos catecúmenos durante o período da conversão, iniciação de Batismo.

Inicia com Hino de louvor a Deus por sua obra salvífica. Oração de graças, revelação Cristológica – a vida nova dos adeptos do Cristianismo, Judeus e gentios aderindo a uma vida Cristã, coerente, na aceitação de Cristo, com esforço de vencer o mal, nas exortações e bênção final.

A ênfase da Cristologia mostra na experiência dos apóstolos e profetas a plenitude da Salvação. A igreja tem Cristo como pedra angular, que celebra a vida, paixão, morte e Ressureição de Jesus.    

No Batismo o Espírito Santo é o Amor não-criado. Ele faz sua morada em nossos corações (Rm 5,5). São Francisco de Sales (no Livro Tratado do Amor de Deus) ressalta que “Este Amor forma todas as virtudes, ações e perfeições da alma. De dentro de nosso coração o Espírito Santo transforma-nos em novas criaturas e dá uma divina dimensão a todas as nossas ações. Como graça não-criada, Ele é a verdadeira fonte de nossa capacidade de observar o primeiro mandamento de modo perfeito e de amar Deus plenamente”.

Essa unidade, segundo o texto de Efésios, significa a vivência como filhos reconciliados com Deus, e assumir no cotidiano a vida nova experimentada no Batismo, individualmente e em comunidade. Alimentam a sua fé no Senhor Jesus Cristo “aqueles que querem crer com a Igreja”. Como termina a benção final da carta Ef.: “Para os irmãos, paz, amor e fé da parte de Deus Pai e nosso Senhor Jesus Cristo”.  Que a Graça esteja com todos os que amam nosso Senhor Jesus Cristo, imperecivelmente.

Reflexões do mês da Bíblia – Iria Urnau


domingo, 10 de setembro de 2023

III Ano Vocacional

“Vocação, Graça e Missão – ‘Corações ardentes, pés a Caminho’” (Lc 24,32-33)

A vocação é uma combinação entre a escolha divina e a liberdade humana. Como gratidão à imensa graça da vocação, de sermos “memória viva da forma de existir e atuar Jesus” (Vita Consecrata nº 22: “Pés a caminho”) - que sejamos os discípulos de Emaús: voltar de tristeza da Crucificação, mas abertos e acolhedores de Jesus - ‘fica conosco’ - e ir correndo Anunciar o Ressuscitado. A Graça é encontro das Escrituras e, no partir o pão nasce a Missionaridade – Missão.

Vocação e Graça - é o mistério de Deus que envolve a Vocação, o Chamado Divino ao ser humano. A etimologia da palavra graça é rica de significados, na origem do latim gratia, significa benevolência, estima ou favor. Na dimensão teológica, Graça é um dom sobrenatural concedido por Deus como meio de salvação (Ef 2,8): dom gratuito de Deus “Pela graça de Deus fostes salvos, mediante a fé. E isto não vem de vos, é dom de Deus!”.  No sentido Vocacional perpassa toda ação e dimensão humana, o chamado da Graça é missão de ser e fazer, no cotidiano da vida.

 Apontamentos do Congresso CISAL:

Viver a Oração e Contemplação (transformação de nós mesmas) na ação (transformar o mundo) e perceber que, através dela, Deus desceu em direção à humanidade.”

"Vocês são como antenas prontas para captar os gemidos da novidade suscitada pelo Espírito Santo."

“A Secularidade Consagrada é um sinal profético: Escuta de Deus nas Escrituras, na instabilidade das relações sociais.” 

Nossa gratidão pelo chamado de cada uma, de se consagrar a Deus e fazer parte do Instituto. Nesse sentido, unidas a todos os que buscam realizar a vida consagrada pelo Reino, possamos iluminar e suscitar nos outros o desejo de seguir Jesus.

quinta-feira, 6 de julho de 2023

Nossa Eterna gratidão ao Irmão Markus

 

Obrigada, Irmão Markus, sempre gentil conosco para traduzir, tanto nos encontros como os nossos artigos e os RUNDBRIEF.

O Irmão Markus era bem atencioso ao traduzir o material do nosso Fundador Padre Francisco Reisinger OSFS, fez com muito carinho e zelo, pois ele conviveu nos últimos anos com Reisinger.

Quando estive com ele em março, percebi que ele por iniciativa própria pesquisou nos cadernos de Reisinger, na sua biblioteca, assuntos sobre o Diretório e outros, em torno de 4 apostilas, e traduziu para o bem do Instituto. Quantas vezes ele escreve assim: “Achei isso, vem bem para as Salesianas.”. Por isso somos muito gratas. Conforme São Tiago (1, 12), Feliz aquele que suporta a provação, uma vez provado receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que O amam. ”. 

Irmão Markus fez da tradução um hobbie, trabalhou no silêncio com interesse e entusiasmo de um missionário. Seu pensamento voava pela espiritualidade Salesiana, para fazer o bem às almas, tanto para os OSFS como pelo nosso Instituto, fazia a tradução em mão dupla, envolveu vários idiomas. E quando traduzia um artigo para o Português, enviava por E-mail sempre para o Provincial dos Oblatos e para mim. Deus foi tão bom, mesmo nos tempos em cadeira de rodas, ele fez com entusiasmo seu trabalho de tradução. Irmão Markus agora descansará em paz.

 Creio eu, que o Irmão Markus fez a experiência do que diz o pensamento de SFS: “Empreguemos bem o tempo de Deus a fim de que ele nos dê sua Eternidade.”  Ele sempre disposto nos trabalhos, mesmo cadeirante, nunca deixou um ar de tristeza ou queixa, mas muitas vezes usava frases introdutórias lúdicas, brincando, quando traduzia textos de revistas, como:  “se você não se conseguir, de manhã se livrar da ponta do cobertor, ou quando não tiver missa, leia: aí vai um novo artigo.” E outra vez foi essa:  “Quando você dormiu durante a pregação da Homilia, pode ainda recuperar o domingo lendo este, ou também, ler outra hora”. Durante a Pandemia ele uma vez escreveu como circulou pelas partes do hospital, fez uma pequena retrospectiva da vida e sentiu por todo gasto que dava para os Oblatos.

Sentiremos sua falta. E repito nosso Muito Obrigado ao Irmão que partiu para a eternidade e a todos os Oblatos.

Iria Urnau - Coord. Geral

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Quem não recorre a Ela?

 Quem não recorre a Ela?  O Anjo diz:  Seu nome é Maria.

Maria, a nossa inspiração de acolher Deus, sob os vários títulos que a Ela são atribuídos.

Maria uma criatura jovem, donzela do seu tempo, fiel aos seus deveres de estado de vida, mas aberta às coisas do alto e do Criador.

Assim, no calendário litúrgico temos várias celebrações a Maria, agora no tempo pascal temos em 31 de maio, a visitação de Maria, presente no Pentecostes. E após, Maria - mãe da Igreja, assim proclamada pelo Papa Paulo XI no encerramento do Vaticano II. Em junho temos a festa do Coração de Maria e, no decorrer do ano, mais datas em honra a Santíssima mãe de Jesus, o Cristo.

Deus vem a nós por Maria em Jesus de Nazaré, onde o humano e o divino se encontram. “Quando céu desce, o humano se eleva”.

Maria, a mãe do Filho de Deus, viveu com Jesus Cristo para Deus Pai; Maria Santíssima é nossa intercessora quando, como humanos buscamos as graças e bênçãos Divinas.

 

Aqui as Sete palavras de Maria que se encontram na Sagradas Escrituras

·            A primeira palavra: "Como se fará isto, se não conheço homem algum?" (Lc 1,34)

Maria pergunta, pede uma explicação, não para entender os desígnios de Deus, mas para cumpri-los. A pergunta de Maria descreve seu desejo íntimo, seu desejo de virgindade. Segundo a cultura de seu tempo, onde a virgindade era bem vista, ela casada com José, mas seu coração se orientava em direção ao alto. Este desejo foi a melhor preparação, a disposição mais preciosa para cumprir a missão a que Deus a destinou: ser a mãe do Messias de forma virginal. A sua virgindade espiritual consiste na atitude da sua alma que se sente pobre e serva do Senhor e aberta aos desígnios de Deus, e não pode ser colocada no plano de uma mulher comum, do ponto de vista psicológico nem do ponto de vista religioso. Maria, esvaziando-se, atinge a plenitude, uma manifestação de que a salvação vem de Deus, manifestado no seu modo de agir na história do seu povo para realizar a salvação.  Para a tradição da Igreja, a concepção virginal de Jesus não é, portanto, um dogma periférico, mas um caminho fundamental que nos conduz ao dogma da encarnação, é um sinal da divindade de Jesus Cristo.

·            Segunda Palavra: “Aqui está a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra". (Lc 1,38)

O ato nos mostra Maria totalmente entregue ao projeto do Pai. Trata-se de toda a sua disponibilidade. O ato da Virgem, mais que uma virtude, fala-nos de plena santidade, para que se cumprisse para ela o desígnio de Deus e todo o desígnio de salvação para o mundo.

Porque acreditou, Maria entregou-se e caminhou totalmente aberta ao mistério divino, incessantemente unida à vontade do Senhor. Maria entendeu que tudo o que iria acontecer seria obra da graça, por isso disse: “Faça-se em mim”. Santo Agostinho afirma que Maria "concebeu Deus mais no coração do que no corpo".

·            Terceira Palavra: "Ela cumprimentou Isabel" (Lc 1,40)

Maria partiu rapidamente e ensinou-nos as duas atitudes que o apóstolo deve ter: servir o próximo e levar Jesus Cristo dentro de si para poder comunicá-lo aos outros.

A figura de Maria que emerge desta breve cena evangélica é cativante: a sua alegria contagiante, a sua simpatia, o seu afeto, a sua fé compartilhada, tornar o Cristianismo tão atraente que a nossa vida produza uma chama como a das primeiras comunidades cristãs.

·            Quarta Palavra: "A minha alma engrandece o Senhor e meu espírito se alegra em Deus meu Salvador." (Lc 1, 46-55)

Palavras de gratidão e louvor, Maria acreditou na escolha a que foi submetida por parte de Deus. A atitude da criatura ao se entender como tal, é a surpresa de ser, o estremecimento de ter sido escolhida e sentir que não tem apenas uma vocação materna de intercessão e ajuda, mas uma vocação de louvor e adoração.

Deixou-se amar por Deus e tornou-se um prodígio de graças, exulta de alegria pela alegria infinita de saber que é amada por Deus, de poder amá-lo. Maravilhas foram realizadas porque Maria era tão pobre, tão pura de coração, tão aberta à verdade e tão humilde serva de Deus.

·            Quinta Palavra: "Filho, por que agiste assim conosco...?" (Lc 2,48)

Aqui, Maria - triste por ter perdido o menino e alegre por reencontrá-lo, expressa dor e alegria. É possível sublinhar a fecundidade contida no silêncio de Maria diante da resposta misteriosa de seu Filho, Palavra de equilíbrio. A pergunta de Maria que chora a perda do Filho (Lc 2,50) torna-se linguagem de amor, de plena docilidade, ao mesmo tempo que manifesta a sua pobreza, a sua íntima humilhação, a sua fiel e ardente dedicação aos desígnios divinos.

·            Sexta Palavra: "Eles não têm vinho" (Jo 2,3)

Aqui devemos sublinhar a sensibilidade de Maria mulher e mãe. Ela parece ser a primeira a perceber que a festa está em perigo. “Eles não têm vinho”, da forma mais natural refere-se à uma necessidade de o filho remediar. Ela apresenta a situação, intervém, chama a atenção de Jesus.  Este é o estilo de oração confiante, Maria diz o que sente. Neste episódio das núpcias de Canaã, podemos vislumbrar a mediação materna de Maria, mediação totalmente dependente de Jesus Cristo e que, de modo algum se pode ofuscar, porque é mediação de intercessão: a Virgem pede a Jesus, intercede pelas necessidades dos humanos.

Palavra de súplica, de pedido, a Virgem sugere a Jesus seu primeiro milagre e de alguma forma antecipa o início de sua vida pública. Embora Jesus em princípio rejeite o seu pedido, Maria não é recusada e por isso confia, espera e alerta os servos para que prestem atenção ao que o seu Filho lhes faz ou diz.

·            Sétima Palavra: "Fazei tudo o que ele vos disser" (Jo 2,5)

Maria é a primeira a ter acreditado e seguido seu filho, por isso nos guia até ele, transmitindo-nos a sua mesma fé, repetindo o que disse em Canaã. A devoção mariana não separa, mas leva à Jesus, a fazer o que Ele nos manda, a viver o Evangelho. Maria assume um novo papel evangelizador e missionário. A devoção mariana, uma devoção que nunca pode ser tomada como uma peça separada, mas usada como a melhor maneira de glorificar a Deus e engajar os cristãos em uma vida absolutamente conforme a vontade divina. A tarefa de Maria é incutir nos discípulos uma fé mais viva em seu filho, a Virgem é o caminho pelo qual o Espírito Santo conduz ao Filho, uno com o Pai.

 

Conclusão sobre as 7 Palavras de Maria

A 1ª Palavra: de obediência rendida; a 2ª Palavra: de cortesia afetuosa; a 3ª Palavra: de humildade reconhecida; a 4ª Palavra: de dor resignada; a 5ª Palavra: de misericórdia compassiva; a 6ª Palavra: de confiança ilimitada; e a 7ª Palavra: é tudo fruto de um amor mais ardente.

Se "da abundância do coração fala a boca" (Mt 12,34), como disse o Senhor, quando meditamos nas sete palavras de Maria, percebemos que o seu coração está cheio de pureza virginal.

 

OBS: reflexão extraída do espanhol, do autor Padre Donaldo d' Souza.

Bibliografia: LÓPEZ MELÚS, Francisco María. María de Nazaret: o Verdadeiro Discípulo, Segue-me. Salamanca 1999.