sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

2 de fevereiro - festa da Apresentação do Senhor

 

Festa silenciosa, mas Luminosa. É bom perceber como Simeão revela: “agora meus olhos viram a tua Salvação”. Com o Deus menino a luz entra na nossa história.

A luz não vem como espetáculo, mas simples como Maria, que disse sim em Nazaré, num gesto de entrega silenciosa, acolhedor, com fé confiante. Essa festa nos convida a entrar no nosso templo interior e ver com a luz de Cristo que dá sentido à vida de tantas incertezas, e como Ana que anuncia alegria, que os olhos contemplam uma luz que ilumina, com quem caminha ao nosso lado.

O Dia Mundial da Vida Consagrada neste ano teve como título “Profecia da presença: vida consagrada onde a dignidade é ferida e a fé é provada”.

 Para a data, o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica do Vaticano divulgou uma carta na qual expressa “gratidão pela fidelidade ao Evangelho e pelo dom de uma vida que se torna semente espalhada nas dobras da história”. Uma vida consagrada vivida e assumida é encarnada no reino de Deus.

 Já no Antigo Testamento, a profecia como indicação de superar o presente, o anúncio avalia o momento presente, admoesta, critica, confronta, com visão nas perspectivas futuras.

A vida Consagrada é a realidade em seus inícios, como primícias no “já” do reino de Deus nesta história. No sinal contida, mesmo se ainda escondida. A vida consagrada só é vivida em toda a sua intensidade naquilo que espera a realização do reino, a partir da luz que vem do futuro prometido por Jesus.  Mt 19, 12

A Esperança é o motivo da opção da consagrada.  Uma consagração radical da pessoa, numa entrega em tudo o que tem e possui, na realização do Reino de Deus, sobretudo a Ressurreição e Glorificação.

A Esperança é para nós a âncora da alma, segura e firme penetrando para além do véu onde Jesus entrou por nós, como precursor. (Hb 6. 19-20) É a realidade última de todo Cristão, o chamado à Santidade.

Maria Santíssima é a imagem perfeita da vida Cristã. Maria, ícone perfeita da Igreja, no alto da Cruz, Mãe da Humanidade, modelo da vida Consagrada.