quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Formação inicial da Consagrada Secular


         
1. Objetivo
Aprofundar o processo de discernimento vocacional, na caminhada da Vida Consagrada na Igreja, para que as aspirantes à Vida Consagrada Secular possam fazer uma opção livre e consciente no seguimento a Jesus Cristo no meio do mundo.

2. Conteúdos do Postulantado.
Teologia do Chamado
Discernimento Vocacional e Análise da Personalidade
Vida consagrada Secular e vida Religiosa, as diferenças
Introdução à Espiritualidade Salesiana
História do Instituto Secular
Biografia dos Fundadores e Santos Salesianos
Espiritualidade Salesiana e vida de Oração
Diretório espiritual
Cartas do fundador para o Postulantado

3. Noviciado

Introdução à Vida Devota, Livro da Filotéia
Escritos dos Fundadores, as Cartas do Noviciado
Os conselhos Evangélicos
Formação Bíblica, Sacramental, Catequética, Litúrgica
Formação para Missão e Pastoral e Profissional
Tratado do Amor de Deus
Carisma do Instituto
Organização do Instituto Sales
Constituições do Instituto
Documentos da Igreja
Documentos dos Institutos Seculares
Temas Atuais da Vida
Leitura Orante da Bíblia

3. Duração do Postulantado e Noviciado - 3 anos, levando em conta a caminhada pessoal de cada um.

4. Locais de preparação e vivência:
Onde o membro vive sua vida normal, no ambiente Secular.

5. Nossos encontros:
São mensais e, anualmente o Retiro com  consagração dos votos.


Ø          O nosso Carisma é: Viver a Espiritualidade de São Francisco de Sales, e os Conselhos Evangélicos no meio do mundo.
Ø          Temos como base da Espiritualidade o Nosso Diretório de S. F. Sales; as Constituições do Instituto; os livros do Padroeiro SFS “Filotéia” e “Tratado do Amor de Deus”; o Direito Canônico e outros documentos da Igreja.
Ø          Temos dois Núcleos de encontros de estudo e formação mensal e um retiro anual. Cada núcleo (Palmeira das Missões e Porto Alegre) tem sua coordenadora. No Retiro Anual os dois núcleos se reúnem.




CRUZ SÍMBOLO DA PROFISSÃO DOS(das) CONSAGRADOS(as) DE SÃO FRANCISCO DE  SALES

domingo, 11 de dezembro de 2011

Espírito Natalino

       No principio era o verbo e o  verbo se fez carne...” (Jo 1, 1 ss)


    Com grande alegria desejo à todas e a todos um Santo e
 Feliz Natal!
Que o Deus Menino seja sempre nossa força e luz, para cumprirmos a nossa missão de consagradas; de sermos sal e fermento do Evangelho no mundo e na Igreja.


Natal /2011
Natal é nascimento, é celebração da VIDA, é aniversário. É a festa em que comemoramos a encarnação do Deus-Vivo na história, este que, assumiu nossa condição  humana para dar sentido à nossa vida e restabelecer os laços mais profundos da humanidade, que são a fraternidade, o amor, a solidariedade, a esperança, a justiça e a paz. São estes valores que dão sabor aos sentimentos de realização pessoal e universal.
O Natal é a festa mais contagiante, onde a Vida se faz canção através dos hinos e melodias, despertando em todos o sentimento da irmandade que une os povos nas celebrações, tanto da fé nas comunidades, quanto da alegria dos encontros na família no  aconchego dos lares. Tempo em que resgatamos a nobreza de nossos corações com gestos e atitudes de gratidão e amizade que honram e valorizam as nossas relações, reflexos do amor e da vida divina presentes na biosfera.
Assim, Natal é o encontro fraterno onde se reforçam os laços de união e se diminuem as barreiras geradas pelo egoísmo e ganância advindos do consumismo que estimula a cobiça e o Ter sobre o Ser. É uma época em que a partilha se faz notável através do costume de presentear trazido pelos Nórdicos com a tradição de São Nicolau. E paira no ar um sentimento de amor e carinho ao próximo, quando as pessoas pensam mais em fazer ao outro feliz, do que competir.
Feliz Natal! A graça e a Paz do Menino Jesus sejam nossa alegria e força, para caminharmos  juntos em  2012, partilhando nossos sonhos  e esperança. A Fé nos irmana na graça de construir o reino de Paz, que o menino de Belém veio ensinar.

Meu abraço e votos de um
FELIZ e ABENÇOADO NATAL 2011!
IRIA URNAU – SFS

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O cristão missionário

“Quão formosos são os pés daqueles que anunciam as boas novas!” (Is 52,7)

A pessoa humana, criatura de Deus criada à sua imagem e semelhança é, além de humana, também divina, tem dupla cidadania: a da terra e do céu. Através do batismo o cristão se tornou discípulo de Cristo e sua missão na terra é inerente a ele: vive-se no reino temporal aspirando o reino celestial.
Como ser humano integrado na cultura e na cultura da fé, ele é comprometido com a sociedade relacional de lutar pelo bem comum, onde a lei maior é o mandamento do Amor: Amar a Deus de todo o coração, de todas as forças e todo o entendimento, e o amor ao próximo. Como diz São Francisco de Sales: “o amor dois braços tem, um abraça Deus e o outro abraça o irmão.” É a concretização do Evangelho que os grandes Santos viveram: amando a Deus e servindo, ajudando às pessoas. Na história da humanidade, Deus sempre conta com os mensageiros  e anunciadores da Boa Nova, desde o A.T., a exemplo do profeta Isaias.“Quem enviarei eu?”, indaga o Senhor. E o profeta Isaías responde: “Eis-me aqui; envia-me!” (Is 6,8)  
No N.T. Cristo, o grande profeta proclamou o reino do Pai, quer pelo testemunho de vida, quer pela força da Palavra e da graça. Ao fiel cristão, pelo Sacramento do Batismo, é santificado e confiado o Munus Sacerdotal de Cristo, de ser sacerdote, profeta e a missão regia. Eis a missão de: celebrar, oferecer, unir-se a Deus em oração, escutar seus apelos, anunciar as verdades do Evangelho; e reinar, vencer o mal com as forças do bem. Como canta o Pe. Zezinho: “somos cidadãos do Reino, do Reino de Jesus de Nazaré.”
A Igreja é missionária, continuadora da missão de Cristo de anunciar e evangelizar os povos, e ao longo dos anos elaborou as Encíclicas da Doutrina Social, baseada no Evangelho; para orientar bem os seus fieis a viver sua cidadania cristã no meio do mundo, usar os meios temporais para conquistar os tesouros celestiais. O Salmista canta: “Que poderei retribuir por todo bem que me Fez?” Você é batizado? Quer viver bem a sua missão de batizado! A espiritualidade de São Francisco de Sales é uma boa orientação.
Eis umas reflexões do mês Missionário, que são tantas. Agora você, aproveite o espaço abaixo contribuindo para enriquecer a abordagem com seu comentário ou outras observações.

Iria - sfs.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Que Nossa Senhora Aparecida abençoe as crianças, a América e vele pelo povo brasileiro a ela consagrado.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Interrogação X Palavra de Deus

É uma inquietação que mais aflige os cristãos, especialmente no cotidiano das cidades, na agitação dos compromissos e nas dificuldades da vida.
Não se trata de falta de fé o que está acontecendo, que os cristãos, no decorrer da vida, aprendem muitas noções, definições e conceitos sobre Deus, porém não conseguem experimentá-lo e senti-lo próximo, caminhando junto no dia-a-dia, conforme se lê em Gên 17, 1-2: “Anda na minha presença [...] quero fazer uma aliança”.
O conceito e o conhecimento de Deus são passos necessários, embora não suficiente para a vida cristã.
O fundamento da espiritualidade cristã é a experiência de Deus, conforme Sl 55, 56: “Ande cada um segundo o Senhor” e em Ef 5, 8: “Andai como filhos da luz”. Assim, o Papa Bento XVI clama aos jovens: “Enraizados e edificados em Cristo, sede firmes na fé”,  Cl 2,7. Isto significa, em outras palavras ter um ideal na vida, para seguir em frente e viver com sentido.
Nesta autêntica escuta da Palavra de Deus, encontramos a origem e o fundamento da fé cristã. A acolhida desta Palavra nos possibilita responder o chamado que Deus faz a cada um de nós no Batismo e frente aos desafios e a realidade do mundo de hoje. Uma realidade na qual, facilmente o ser humano se deixa corromper pelo mal e fecha seu coração para não ouvir a voz de Deus que nos chama e convoca a estar com Ele, seguindo os passos do Ressuscitado.
Necessitamos fazer esta experiência através da meditação da Palavra Sagrada e no cultivo da oração colocar-se em sintonia com o Senhor. Nessa inspiração sentimo-nos animados e fortalecidos em responder ao chamado de cristãos e nossa missão no mundo.
Iria - sfs

Anote nos comentários também seu pedido de oração. Nós rezaremos por você.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Livro da Filotéia sfs

O navio pode tomar um ou outro rumo, pode dirigir-se a oeste a leste, sul ou norte, seja impulsionado por este ou um outro vento, a agulha da bússola, apesar de tudo isso, vai sempre indicar o norte. Se em redor de nós e também dentro de nós tudo está agitado e confuso, esteja nossa alma triste ou alegre, amargurada e inquieta ou pacífica, na luz ou na escuridão da tentação, esteja ela tranquila e cheia de alegria ou de nojo, na secura ou na bem-aventurança, se o sol a queima ou o orvalho a refresca: sempre nosso coração, nosso espírito e a vontade mais elevada, como a agulha da bússola, deve sempre olhar para o amor de Deus como o seu bem único e mais alto e se orientar nesta direção. ( Filotéia IV, 13).
                                   Iria-Sfs.
                                        

sábado, 6 de agosto de 2011

VOCAÇÃO: CHAMADO- RESPOSTA

Desde 1981, a Igreja do Brasil nos convoca todos os anos, no mês vocacional, para  refletirmos sobre  a vocação  na dimensão  humana e cristã.
O chamado à vida e, na vida cumprir e realizar uma tarefa, se dá em dois focos: a do Ser e o Realizar,  (ser sinal e de realizar alguma obra).
 Na Igreja temos muitas pastorais e as mais variadas funções: Padres, religiosos, consagrados Seculares e leigos, todos exercem sua missão.
Prestar um serviço à comunidade é uma função relevante, mas a grandeza da sua vocação está na importância, da qualidade das ações e o valor está não no fazer, mas sim, no como fazer, o que envolve todo o Ser, toda sua identidade.
Jesus Cristo, no batismo foi confirmado e pelo Pai envolvido em profunda identidade: “Tu és meu Filho muito Amado, em Ti ponho minha afeição” ( Mc 1,11).  Cada ser humano pelo batismo traz a graça do Reino e busca realizá-lo na voz e luz do Espírito Santo.
Os Institutos Seculares de Vida Consagrada vivem e respondem sua vocação através da inserção  na realidade, atraídos pelo desafio da vivência do Evangelho. Segue a reflexão do Pe. Gustavo:

LITURGIA E VOCAÇÃO

O titulo parece estranho por tratar-se de duas coisas totalmente diferentes: será?
Liturgia não é um “complexo de cerimônias eclesiásticas, rito”, como diz o Dicionário. Liturgia, a partir da sua etimologia, significa “ação, serviço, que se presta ao povo, ao público, à coletividade, à comunidade; serviço público, serviço fraterno”. O Liturgo é, portanto, aquele que serve, que ama, que se doa pelo bem dos demais.
Deus não libertou o povo do deserto nem fez uma aliança com eles no Sinai para fazer “cerimônias” no deserto ou em Canaã. Foram libertados e fizeram aliança para escutar a voz de Deus, isto é, aprender a fazer como Deus fez (amar!) e ser fiel ao seu amor. Deus chamou o povo (vocação) para  aquilo que Deus é (culto): amor e serviço, doação, Liturgia.  Esta é a vocação do homem: ser liturgo (serviçal ). É que o homem será feliz realizando, porque só assim o homem se fará “homem de Deus”.
Não foi isso que Jesus Cristo fez? Ao máximo! Radicalmente! Jesus se doou totalmente fazendo a vontade de Pai, serviço até o fim ao ser humano. E o máximo de seu serviço (liturgia) ao Pai; e ao homem se dá na cruz, onde realmente acontece a máxima entrega (vocação).  Ele foi fiel até o fim no cultivo (culto) da vontade do Pai e do serviço ao homem. Em Cristo cumpre-se suprema vocação do homem: liturgia, serviço.  
Nele e por Ele que vive em nós (cf. Gl 2, 20) cumpre-se nossa única vocação (chamado) que nos tornará felizes e realizados.
Ora, a vocação religiosa, o que é? Doação de si a serviço da comunidade humana. Ninguém torna-se religioso para si! A pessoa coloca toda sua potencialidade a serviço de uma multidão. “Oferenda perfeita”, “Sacrifício vivo”. Liturgia viva! Vocação religiosa: possibilidade da máxima vivência litúrgica! Culto realmente agradável ao Pai.
Neste mês de agosto rezemos, portanto, por todas as vocações. Segundo as orientações da CNBB, rezemos e lembremos as seguintes vocações:
a)     1ª semana - vocação para o ministério ordenado: Diáconos, presbíteros e Bispos;
b)    2ºsemana - vocação para a vida em família;
c)     3ª semana - vocação para vida consagrada: religiosos(as) e consagrados(as) Seculares;
d)     4º semana - vocação para os ministérios e serviços na comunidade.

Prof. Pe.Carlos Gustavo Haas - Pároco da Catedral Porto Alegre/RS