segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Livro da Filotéia sfs

O navio pode tomar um ou outro rumo, pode dirigir-se a oeste a leste, sul ou norte, seja impulsionado por este ou um outro vento, a agulha da bússola, apesar de tudo isso, vai sempre indicar o norte. Se em redor de nós e também dentro de nós tudo está agitado e confuso, esteja nossa alma triste ou alegre, amargurada e inquieta ou pacífica, na luz ou na escuridão da tentação, esteja ela tranquila e cheia de alegria ou de nojo, na secura ou na bem-aventurança, se o sol a queima ou o orvalho a refresca: sempre nosso coração, nosso espírito e a vontade mais elevada, como a agulha da bússola, deve sempre olhar para o amor de Deus como o seu bem único e mais alto e se orientar nesta direção. ( Filotéia IV, 13).
                                   Iria-Sfs.
                                        

sábado, 6 de agosto de 2011

VOCAÇÃO: CHAMADO- RESPOSTA

Desde 1981, a Igreja do Brasil nos convoca todos os anos, no mês vocacional, para  refletirmos sobre  a vocação  na dimensão  humana e cristã.
O chamado à vida e, na vida cumprir e realizar uma tarefa, se dá em dois focos: a do Ser e o Realizar,  (ser sinal e de realizar alguma obra).
 Na Igreja temos muitas pastorais e as mais variadas funções: Padres, religiosos, consagrados Seculares e leigos, todos exercem sua missão.
Prestar um serviço à comunidade é uma função relevante, mas a grandeza da sua vocação está na importância, da qualidade das ações e o valor está não no fazer, mas sim, no como fazer, o que envolve todo o Ser, toda sua identidade.
Jesus Cristo, no batismo foi confirmado e pelo Pai envolvido em profunda identidade: “Tu és meu Filho muito Amado, em Ti ponho minha afeição” ( Mc 1,11).  Cada ser humano pelo batismo traz a graça do Reino e busca realizá-lo na voz e luz do Espírito Santo.
Os Institutos Seculares de Vida Consagrada vivem e respondem sua vocação através da inserção  na realidade, atraídos pelo desafio da vivência do Evangelho. Segue a reflexão do Pe. Gustavo:

LITURGIA E VOCAÇÃO

O titulo parece estranho por tratar-se de duas coisas totalmente diferentes: será?
Liturgia não é um “complexo de cerimônias eclesiásticas, rito”, como diz o Dicionário. Liturgia, a partir da sua etimologia, significa “ação, serviço, que se presta ao povo, ao público, à coletividade, à comunidade; serviço público, serviço fraterno”. O Liturgo é, portanto, aquele que serve, que ama, que se doa pelo bem dos demais.
Deus não libertou o povo do deserto nem fez uma aliança com eles no Sinai para fazer “cerimônias” no deserto ou em Canaã. Foram libertados e fizeram aliança para escutar a voz de Deus, isto é, aprender a fazer como Deus fez (amar!) e ser fiel ao seu amor. Deus chamou o povo (vocação) para  aquilo que Deus é (culto): amor e serviço, doação, Liturgia.  Esta é a vocação do homem: ser liturgo (serviçal ). É que o homem será feliz realizando, porque só assim o homem se fará “homem de Deus”.
Não foi isso que Jesus Cristo fez? Ao máximo! Radicalmente! Jesus se doou totalmente fazendo a vontade de Pai, serviço até o fim ao ser humano. E o máximo de seu serviço (liturgia) ao Pai; e ao homem se dá na cruz, onde realmente acontece a máxima entrega (vocação).  Ele foi fiel até o fim no cultivo (culto) da vontade do Pai e do serviço ao homem. Em Cristo cumpre-se suprema vocação do homem: liturgia, serviço.  
Nele e por Ele que vive em nós (cf. Gl 2, 20) cumpre-se nossa única vocação (chamado) que nos tornará felizes e realizados.
Ora, a vocação religiosa, o que é? Doação de si a serviço da comunidade humana. Ninguém torna-se religioso para si! A pessoa coloca toda sua potencialidade a serviço de uma multidão. “Oferenda perfeita”, “Sacrifício vivo”. Liturgia viva! Vocação religiosa: possibilidade da máxima vivência litúrgica! Culto realmente agradável ao Pai.
Neste mês de agosto rezemos, portanto, por todas as vocações. Segundo as orientações da CNBB, rezemos e lembremos as seguintes vocações:
a)     1ª semana - vocação para o ministério ordenado: Diáconos, presbíteros e Bispos;
b)    2ºsemana - vocação para a vida em família;
c)     3ª semana - vocação para vida consagrada: religiosos(as) e consagrados(as) Seculares;
d)     4º semana - vocação para os ministérios e serviços na comunidade.

Prof. Pe.Carlos Gustavo Haas - Pároco da Catedral Porto Alegre/RS

sábado, 16 de julho de 2011

24 de janeiro - Dia de São Francisco de Sales

Francisco de Sales viveu na França de 1567 a 1622
Missionário dos Chablais, região tomada pelos Calvinistas.
Escritor Doutor da Igreja, Patrono dos jornalistas.
Fundador da Ordem da Visitação.
Elaborou um roteiro de Espiritualidade para leigos.
Destacou-se pelo humanismo e caridade, Santo da mansidão e da humildade.
Suas principais obras: Filotéia e Tratado do Amor de Deus.


"É um grande mal não fazer o bem."
"Deus toma a seu cuidado tudo o que colocamos em suas mãos."
"Onde Deus nos plantou, aí devemos florescer."
SFS

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sobre os Institutos Seculares

                                                                   
A Identidade dos Institutos Seculares se exprime em três palavras:
“Secularidade, Consagração e Apostolado”
As três dimensões da vocação

Os Institutos Seculares são uma forma de vida consagrada, suscitada pela força do Espírito Santo, que sempre rejuvenesce a igreja e inspira novos empreendimentos para novas realidades.
Os membros dos I.S. são grupos de pessoas que conservando a sua identidade laical, procuram viver plenamente a sua consagração batismal, consagram-se a Deus e ao seu Reino, comprometendo-se em viver os Conselhos Evangélicos no meio do mundo.
A consagração se expressa pela profissão dos conselhos evangélicos e é consequência da radical opção pelo seguimento a Jesus Cristo que durante sua vida terrena teve Deus como único amor (= castidade); Deus foi seu único bem (= pobreza); e o fiel cumprimento da vontade do Pai foi a única vontade (= obediência).
Vivendo os valores do Evangelho, fiéis a Cristo, sendo presença de igreja no mundo em qualquer exercício profissional digno como meio de sobrevivência e como espaço da missão e testemunho do reino.
O Papa Paulo VI (26/09/70) afirmou: “Pertenceis à Igreja a título especial, o vosso título de secularidade consagrada”.

Fundamentação
Os Institutos Seculares se fundamentam nos documentos do magistério da igreja;
·         Papa Pio XII e a Constituição Apostólica “Provida Mater Ecclesia” (1947)
·        O Motu Próprio “Primo Feliciter” (1948)
·        Código do Direito Canônico (cânones 710-739).
·        Instrução “Cum Sanctíssimus” – Concílio Vaticano II
·        Discursos dos Papas Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI
·        “Perfectae Caritatis” (n.º 11) – Concílio Vaticano II
·        Exortação Apostólica “Vita Consecrata” (n.º 10)

Organização
Os Institutos Seculares são organizados em nível Mundial – CMIS; América Latina – CISAL,  Nacional – CNIS; e Regionais - CRIS.


No  Brasil: 40 anos de história
A CNIS teve sua licença de organização em Ribeirão Preto e aprovada como Conferência em 09/07/1971.
Em 16 de janeiro de 1972 houve o 1º encontro Nacional dos Institutos Seculares.
Em 1977 foram aprovados os Estatutos da Conferência Nacional dos Institutos Seculares.  No início as assembléias eram sempre juntas, agora cada regional faz a sua. O Regional Sul tem mais de 20 anos de caminhada.
Na CRIS (Sul) tem membros de treze Institutos diferentes, muitos com sede em outros estados e só um ou dois membros no Regional; e existem Institutos no Sul que não estão ligados ao Nacional nem ao Regional e não participam. Existem, também, Institutos ocultos de vida consagrada.

Bibliografia sobre os Institutos Seculares

·        Uma entre as outras. Edições EST; Porto Alegre/RS
·        Consagração no Mundo e Consagração do Mundo. Edições EST; Porto Alegre/RS
·        Os Institutos Seculares – um Chamado de Deus para os Novos Tempos. Ed. EST.
·        Documentos da CMIS – Roma/Itália e a sua  Revista.
·        A Vida Consagrada – Exortação Apostólica Pós-Sinodal (1996).
·        A coletânea dos Pronunciamentos das Assembléias Mundiais.

ENCONTROS REALIZADOS:
O Encontro de Formação realizado em 20 de março teve como tema: “Carisma e finalidades apostólicas - desafios, hoje, na inserção e capacitação no empenho da missão evangelizadora”.

A CRIS do Regional Sul teve sua Assembléia dia 10 de abril conforme o programa do ano 2011. Compareceram representantes de 8 Institutos. A base do Estudo foi o documento Verbum Domini. Pela tarde o assessor foi o Cônego Pe. Irineu Brand.


Somos desafiados
a construir
o novo tempo com a
PALAVRA de DEUS;
e experimentar a sua graça.
Jesus Cristo
é a única base sólida,
da busca, do encontro
e da realização.
                                                 
   Por: Iria Maria Urnau – Coordenadora CRIS/Sul