sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

02 de Fevereiro - Nª Sª da Luz

Da Presidência do CMIS/Roma,
Aos membros dos Institutos Seculares,
desejo que você seja testemunha do amor  no mundo e  da generosidade de Deus. Na unidade de gratidão e oração.
Jolanta Szpilarewic

Reflexão:
Vida Consagrada Secular
e a  festa da Apresentação de Jesus no Templo,  02 de Fevereiro de 2018
“Ao recordar as origens, há que evidenciar mais um componente do projeto de vida consagrada. Os Fundadores e as Fundadoras viviam fascinados pela unidade dos Doze ao redor de Jesus, pela comunhão que caracterizava a primeira comunidade de Jerusalém. Cada um deles, ao dar vida à sua comunidade, pretendeu reproduzir tais modelos evangélicos, formar um só coração e uma só alma, gozar da presença do Senhor (cf. Perfectae caritatis, 15).
Por isso, sede mulheres e homens de comunhão, marcai presença com coragem onde há disparidades e tensões, e sede sinal credível da presença do Espírito que infunde nos corações a paixão por todos serem um só (cf. Jo 17, 21). Vivei a mística do encontro: a capacidade de ouvir atentamente as outras pessoas; a capacidade de procurar juntos a esperança, o futuro. Conhecemos as dificuldades que enfrenta a vida consagrada nas suas diversas formas, mas o fruto da fé no Senhor da história que continua a repetir-nos: «Não tenhas medo (…), pois Eu estou contigo» (Jr 1, 8).
A esperança de que falamos não se funda sobre números ou sobre as obras, mas sobre aquele em quem pusemos a nossa confiança (cf. 2 Tm 1, 12) e para quem «nada é impossível» (Lc 1, 37). Esta é a esperança que não desilude e que permitirá à vida consagrada continuar a escrever uma grande história no futuro, para o qual se deve voltar o nosso olhar, cientes de que é para ele que nos impele o Espírito Santo a fim de continuar a fazer, conosco, grandes coisas
Não cedais à tentação dos números e da eficiência, e menos ainda à tentação de confiar nas vossas próprias forças. Com atenta vigilância, perscrutai os horizontes da vossa vida e do momento atual. Repito-vos com Bento XVI: «Não vos unais aos profetas de desventura, que proclamam o fim ou a insensatez da vida consagrada na Igreja dos nossos dias; pelo contrário, revesti-vos de Jesus Cristo e muni-vos das armas da luz como exorta São Paulo (cf. Rm 13, 11-14) –, permanecendo acordados e vigilantes» Prossigamos, retomando sempre o nosso caminho com confiança no Senhor.” (períocope  Papa Francisco)


NOSSA SENHORA DA LUZ

A origem da devoção à Senhora da Luz tem os seus começos na festa da apresentação do Menino Jesus no Templo e da purificação de Nossa Senhora, quarenta dias após o nascimento de Cristo (sendo celebrada, portanto, no dia 2 de Fevereiro). De acordo com a lei mosaica, as parturientes, após darem à luz, ficavam impuras, devendo inibir-se de visitar o Templo de Jerusalém até quarenta dias após o parto; nessa data, deviam apresentar-se diante do sumo-sacerdote a fim de apresentar o seu sacrifício (um cordeiro e duas pombas ou duas rolas) e, assim, purificar-se.
Desta forma, São José e a Santíssima Virgem Maria apresentaram-se diante de Simeão para cumprir o seu dever. Este, depois de lhes ter revelado maravilhas acerca do filho que ali lhe traziam, teria-lhes proferido a Profecia de Simeão: «Agora, Senhor, deixa partir o vosso servo em paz, conforme a Vossa Palavra. Pois os meus olhos viram a Vossa salvação que preparastes diante dos olhos das nações: Luz para aclarar os gentios e glória de Israel, vosso povo» (Lucas 2:29-33).
Com base na festa da apresentação de Jesus/purificação da Virgem, nasceu a festa de Nossa Senhora da Purificação; do cântico de São Simeão (conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: o Nunc dimittis), que promete que Jesus será a luz que irá aclarar os gentios, nasce o culto em torno de Nossa Senhora da Luz/das Candeias/da Candelária, cujas festas eram, geralmente, celebradas com uma procissão de velas, a relembrar o fato.
Nossa Senhora da Luz é o titulo de veneração à Nossa Senhora que Padre Brisson concedeu aos Oblatos de São Francisco de Sales. Por isso, os Oblatos, Salesianos e Salesianas, celebram com especial carinho esta festa.



Nossa Senhora da Candelária (Ilhas Canárias)

Andor com a imagem da Virgem da Candelária,
 santa padroeira das Ilhas Canárias (Tenerife)

A Virgem da Candelária ou Luz teria aparecido em uma praia na ilha de Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha, em 1400. Os nativos guanches da ilha teriam ficado com medo e tentado atacá-la, mas suas mãos teriam ficado paralisadas. A imagem teria sido guardada em uma caverna, onde, séculos mais tarde, foi construído o Templo e Basílica Real da Candelária (em Candelária). Mais tarde, a devoção se espalhou pela América. É santa padroeira das Ilhas Canárias, sob o nome de Nossa Senhora da Candelária.


Invocação e expansão do culto
Nossa Senhora da Luz era tradicionalmente invocada pelos cegos (como afirma o Padre António Vieira no seu "Sermão do Nascimento da Mãe de Deus": "Perguntai aos cegos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Luz [...]"), e tornou-se particularmente cultuada em Portugal a partir do início do século XV; segundo a tradição, deve-se a um português, Pedro Martins, muito devoto de Nossa Senhora, que teria descoberto uma imagem da Mãe de Deus por entre uma estranha luz, no sítio de Carnide, no termo de Lisboa. Aí, se fundou, de imediato, um convento e igreja a ela dedicada, que conheceu grande incremento devido à ação mecenática da infanta D. Maria de Portugal, Duquesa de Viseu, filha do rei D. Manuel I e sua terceira esposa, D. Leonor de Habsburgo.
A partir daí, a devoção à Senhora da Luz cresceu e, com a expansão do Império Português, também se dilatou pelas regiões colonizadas, com especial destaque para o Brasil, onde é a santa padroeira da cidade de Curitiba, capital do Paraná (veja-se a lenda de Nossa Senhora da Luz), Santo Amaro/BahiaGuarabira/ParaíbaCandelária/Rio Grande do SulPinheiro Machado/Rio Grande do SulItu/São PauloIndaiatuba/São Paulo e Corumbá/Mato Grosso do Sul. Em Juazeiro do Norte, no Ceará, em Matriz da Luz/São Lourenço de Mata/PE, onde se encontra umas das igrejas mais antigas do Brasil (1540), ocorre, todos os anos, uma grande romaria em sua homenagem.

Nossa Senhora dos Navegantes é mais um título dado a Maria, Mãe de Jesus.

Nossa Senhora dos Navegantes é também conhecida pelo nome de Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Boa Viagem; Nossa Senhora da Boa Esperança e Nossa Senhora da Esperança.
A fé e a designação Nossa Senhora dos Navegantes têm início no século XV, com a navegação dos europeus, especialmente os portugueses. As pessoas que viajavam pelo mar pediam proteção à Nossa Senhora para retornarem aos seus lares. Maria era vista como protetora das tempestades e demais perigos que o mar e os rios ofereciam.
A primeira estátua foi trazida de Portugal junto com os navegadores.  Pedro Álvares Cabral trazia em sua nau capitânia uma imagem de Nossa Senhora, sendo esta imagem levada até a Índia, onde uma capela em sua homenagem foi erguida e ali ficou até o século XVII sob a guarda de franciscanos e sob mantença de descendentes de Cabral. Atualmente, a imagem está na Igreja da Sagrada Família, em Belmonte, Portugal.
A fé em Nossa Senhora dos Navegantes chegou ao Brasil através dos navegadores  portugueses  e  espanhóis.
Em Porto Alegre, cidade de colonização açoriana, Nossa Senhora dos Navegantes foi declarada a padroeira da cidade. Todos os anos é realizada em Porto Alegre uma procissão fluvial no Rio Guaíba. A festa é realizada todo dia 2 de fevereiro.

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